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RESPOSTA AO SR. BALMANH

Prezado sr. Balmanh:

Fiquei surpreso com a quantidade de informações que o sr. possui a meu respeito. Até porque não o conheço nem nunca ouvi falar do senhor. Na verdade, o que mais me entusiasmou em seu e-mail pretensamente hilário não foi nada disso, nem mesmo seu português - este sim, verdadeiramente risível - mas sim o assunto em si. É que, a basear-se em seu texto, eu teria ofendido toda a classe de veterinários deste País. Entre os quais, muitos amigos e conselheiros em compras e vendas de cavalos. Portanto, deveria ter sido atacado por vários destes competentes profissionais, coisa que não aconteceu. Até pelo contrário.

Assim, estou em dúvida quanto ao real motivo do seu e-mail, que, ainda, ao invés de ter sido remetido diretamente a mim, foi enviado ao jornal para ser publicado à vista de todos. O sr. deve ter “algo mais” por trás de suas críticas, não é mesmo? Pois bem:

1°) Entendo que o sr. se refira ao animal URODONAL. O sr. é veterinário? Conhece o animal em questão? Examinou seus aprumos? Achou-os comprometedores? Viu seus Raios-X? O sr. desaconselharia sua compra? Baseado em que defeitos?

2°) Dizer que aprumos e conformação são básicos na escolha de um PSI é primário. O que lhe faltou entender é que todos os cavalos possuem “defeitos”, sejam eles visíveis num Raio-X ou a olho nu. É praticamente impossível encontrar animais sem qualquer defeito, e, se o sr. o encontrasse, certamente outra pessoa acharia nele algum “defeito”, pois muito da conformação e do ‘design' de um animal são de cunho pessoal.

Assim - e isto não sou quem o diz, mas toda a veterinária mundial – o importante não é achar “defeitos” num animal, mas sim saber com quais deles se pode conviver. O sr. leu a história de Real Quiet, campeão do Kentucky Derby e quase Tríplice Coroado? Devia lê-la...

3°) Se um atacante profissional faz um gol, nada mais comum. Se perde um pênalti, todos comentam. Não é assim em qualquer atividade humana?

Por que sua surpresa com o caso?

Em tempo: com sua irreparável modéstia e natural habilidade para selecionar animais bem aprumados e conformados, perdoe-me pela ignorância, mas, quantos cavalos clássicos o sr. já teve? Atenciosamente,

Nearco

Prezado Senhor Leon,

Primeiramente, tenho que parabenizá-lo pelo brilhante trabalho realizado no Jornal do Turfe, neste ano de 2004, com suas críticas, suas opiniões, enfim, alguém que realmente se interessa pelo turfe nacional, ao contrário dos dirigentes de nossos clubes, que querem ver o turfe em segundo plano.

Bom, como todas as quartas-feiras venho a esta página, para saber notícias de nosso turfe, queria lhe fazer duas perguntas: 1ª) Há assinatura, para receber, em minha residência, a edição semanal do jornal do turfe? 2ª) Por que não há reportagens, comentários da “prateada”, a não ser quando há corridas? Sou morador da baixada! Um grande abraço!

Amauri

JT- Caro Amauri, sim, existe assinatura para você receber em casa o JT. Quanto as reportagens da “baixada”, já tivemos no JT, durante algum tempo, as Curtas-São Vicente. Depois deixaram de nos mandar as notícias. O espaço está livre e à disposição. Sds, MR

Prezado Rizzon,

Ainda que ligeiramente atrasado, desejo a você e a todos os seus leitores um próspero Ano Novo, extensivo à nossa querida e maltratada entidade que é o Turfe Brasileiro.

De parte do Turfe Mineiro, nada promissor. Tudo continua parado. Poucos cavalos, a maioria dos profissionais já se instalou em outras plagas ou até em outras atividades.

Quase todos têm um culpado para o fracasso. Para uns é a índole do mineiro (seria pouco propenso ao turfe e ao jogo); outros o situam em algum ex-dirigente específico; outros culpam a localização do hipódromo; outros lançam à conta do conjunto das administrações que criaram problemas que se tornaram uma bola-de-neve difícil de ser detida pelos que tentaram.

Acho mais correto somar tudo isto, e a conta final se transforma num problemão. Só não acredito no tão falado desinteresse do mineiro: o espetáculo das corridas seduz a todos, desde que revestido de organização, competência, beleza.

A vinda do Stud Capitão, no final de 2002, pode ter sido o último suspiro. Durante um ano o Hipódromo Serra Verde foi o campo de preparação do internacional Pico Central, de American Night, de Brazov, de Nikinipó, de Hyrat, de Cosi Bella, e mais Mahler, Capitão Risso, London Leader, Gonesse, Starve Runner, Capotera e Mexican Daisy. Para mim, coincidiu com o melhor momento deles, e não foi coincidência. Foi a soma da infra-estrutura e do clima.

O que me sobrou? Procuro manter viva a memória do nosso turfe. Mantenho no ar o site www.jockeyclubdeminasgerais.hpg.ig.com.br, atualizando-o (agora mensalmente) com a sua história, com crônicas do seu passado. Ainda nesta semana vamos incluir um ensaio fotográfico que fiz no Hipódromo de Campos, há cerca de um mês. Feliz 2005.

Márcio de Ávila Rodrigues - Jornalista e Veterinário
Belo Horizonte (MG)

 

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