Curtas-RJ
Carta ao Leitor
Espaço do Leitor
Gávea
Diego Mitagstein
Flávio Markman
Marco Aurélio
Marcos Rizzon
Nilson Genovesi
Orlando Lima
Renato Gameiro
Zig
Curtas-PR
Curtas-RJ
Cortas-Uruguay
De Volta ao Passado
Verdadeiras
Links
Home
 

Sérgio Rezende

* Fast Navy venceu com firmeza a Prova Especial Fernando Ramos Lemgruber. No meio da reta, com grande ação e sem ser exigida pelo jóquei, ela dominou a carreira e não tomou conhecimento da atropelada da Ultrasonic Girl, que finalizou a 5 ¾ corpos da ganhadora. Fast Navy é filha de Minstrel Glory e Cool Mood (Punk), criação de Fábio Linck Waihrich e propriedade do Stud Art & Ort. Ilson Correa deu tranqüila direção à sua pilotada, que tem treinamento de V.Paim. O tempo foi 1'28”.

RANKING MUNDIAL DE JÓQUEIS

(Vitórias na semana)

.....................................27.. 28.. 29.. 30 ..31 ...... Total
Jorge Ricardo............ - .....3..... -..... -..... -..... -... 4 ........7
Russell Baze............. 1..... - ....0 ....3 ....1 ....3 ...2...... 10
Pat Day....................... -...... -..... -..... -...... -.... -.... -......... -

Total Geral (até 2/1)

Laffitt Pincay Jr.............. 9.530
Jorge Ricardo ................8.888
William Shoemaker .....8.833
Russell Baze .................8.809
Pat Day........................... 8.777

* Russell Baze foi o maior ganhador, entre os três, estando, até o dia 2 de janeiro, a 24 vitórias do Shoemaker. Ricardo, também, voltou a vencer muito. E o Pat Day continua sem montar. Parece ter tirado férias de inverno. Mas o grande destaque da semana foi o Manoel Cruz, com 15 vitórias. É verdade que em Calder, Miami, houve corridas em todos os dias da semana. Mas o brasileiro vencer 15 páreos é um número fantástico, de grande jóquei. Entre suas vitórias, uma foi conseguida com Givememore, filho de Special Nash e Super Mensity, criação do Haras Mabruk e treinada pelo Kenny McPeek. Givememore venceu um Stakes, com US$ 40.000 ao vencedor. Quem, também, venceu em Santa Anita Park , foi Letra de Câmbio, do Haras Bandeirantes, criação do Ponta Porã, treinada pelo Antônio C. Ávila, o Pirata e montada pelo O.Berrio. Letra de Câmbio (Clackson e Financial Affair) venceu um allowance, com US$ 51.520 ao vencedor.

* Faleceu no último sábado, dia 1° de janeiro, Francisco Eduardo de Paula Machado, um dos proprietários do Haras São José & Expedictus, sem qualquer dúvida, um dos maiores do Brasil, em todos os tempos. Francisco Eduardo foi Presidente do JCB por mais de 20 anos. Eu trabalhei, como comentarista do JCB, contratado por ele, durante muitos anos, inicialmente, em rádio e posteriormente, na TV Turfe. Francisco Eduardo era um homem que não delegava poderes. Era um homem que resolvia os problemas do clube. Custava a acreditar nas pessoas, mas, quando era amigo, quando acreditava, atendia, dentro do possível às suas reivindicações. Mesmo após deixar a Presidência do JCB, continuei mantendo, contato com ele, sempre cumprimentando-o por ocasião do Natal e seu aniversário, ao contrário de muita gente, que lhe bajulava enquanto estava no poder. Descanse em Paz!

* O Código Nacional de Corridas tem artigos, que, a meu ver, não têm sentido. E, constantemente, ele é burlado. Todos sabem, mas, fingem que não sabem. No Capítulo III, dos Proprietários, Seção I – Matrícula – Art. 11 – Parágrafo 4°. – “Os profissionais do turfe, excetuados os treinadores, não poderão ser matriculados como proprietário.” Qual a razão do CNC permitir que um treinador seja proprietário e um jóquei ser proibido de ter um cavalo em seu nome? Todo mundo sabe que alguns jóqueis famosos, possuem ou já possuíram um Stud em nome de outros. Deveria ser permitido, mas com a imposição de que ele somente pudesse montar no páreo, o cavalo de sua propriedade. Por que a diferença entre jóquei e treinador?

* Capítulo X – Seção V – Validade do Páreo e de seu Resultado – Art. 159 – “Todo o cavalo que obtiver colocação embaraçando a livre ação de qualquer dos competidores na reta de chegada, seja por movimento espontâneo, por partido ilícito do jóquei ou ainda por imperícia deste, será desclassificado da colocação obtida para imediatamente posterior à do cavalo prejudicado, desde que do embaraço, direta ou indiretamente, advenha alteração no resultado do páreo. – Parágrafo 3°. – Compreende-se como reta de chegada, em páreo de curva, a linha imaginária do final da curva ou início da reta propriamente dita e em páreos de 1.000 metros todo o percurso desde a largada.” Pelo CNC, um metro antes da linha imaginária, vale tudo. O jóquei pode segurar o outro, fechar, tentar derrubar, fazer o diabo, que não é desclassificado. Um metro depois da dita linha imaginária, por muito menos ele será desclassificado. Na Gávea, os páreos de 1.000m não são disputados em reta. Por que antes da curva vale tudo? Prejuízo é prejuízo em qualquer parte. Tem lógica este artigo?

* No caso da punição aos 5 jóqueis que participaram da aposta da Quinexata. Capítulo V – Dos Profissionais do Turfe – Artigo 41 – “É vedado aos profissionais: – letra c – efetuar jogos de qualquer espécie nas dependências da Entidade. Parágrafo único: Os infratores deste artigo serão punidos com suspensão de 30 (trinta) dias a 01 (um) ano.” Artigo 138 – Durante a corrida, os jóqueis são obrigados a dirigir seus cavalos demonstrando sempre, de modo inequívoco, o maior empenho em obter a melhor colocação, não lhes sendo permitido, de forma alguma, diminuir o empenho ou sofrear suas montadas antes de cruzada a linha de chegada.” Cinco jóqueis foram suspensos por um ano, por infração do art. 41 letra “c”. Três foram suspensos por mais 6 meses, por infração do artigo 138. É claro que eles infringiram os dois artigos. Por apostar, 1 ano de suspensão. Por não disputar, não fazer empenho, 6 meses. Tem lógica? O que é mais grave?. Apostar nos guichês do clube ou como se diz: não disputar um páreo? Para mim não disputar é muito mais grave. Tem muita gente que, por suas funções no turfe, não poderia apostar, principalmente, fora do JCB ou dos agentes credenciados. Muitos apostam fora, altas quantias, para não baixar as pules.

* Os treinadores L.J.Reis e L.G.F.Ulloa foram suspensos por mais 90 dias, por infração do art. 46 – parágrafo. 2°. “O treinador não poderá declarar a seu cargo cavalos, que, de fato, estiverem sob cuidados de outra pessoa, profissional do turfe ou não.” Todo mundo sabe, que todos os treinadores suspensos continuam treinando em nome de outros. Suspender somente os dois, é querer fazer vista grossa, de que tudo vai bem. Suspender um treinador de cavalos é o mesmo que suspender um treinador de futebol. No futebol, ele continua dando treinos, vai para uma cabine ou para uma cadeira na tribuna e com um celular continua dando as instruções. No turfe é a mesma coisa. Eu não vejo solução. Se alguém souber um meio de impedir um treinador de colocar seus cavalos em nome de outros, que nos diga. Eu não quero dizer que não devam ser suspensos. É apenas, uma constatação de que não há como impedir. Para mim, fingir que não sabe, que não vê, é hipocrisia. O CNC em alguns de seus artigos precisa ser revisto, ser atualizado.

* O Rizzon já colocou na coluna Verdadeiras da edição passada, mas para complementar, queremos dizer que o Stud Eternamente Rio, que já possui um haras em Bagé, adquiriu do Haras Santa Rita da Serra, os 10% do reprodutor Nedawi. Um stud novo, mas, que vem se destacando no turfe carioca, comprando bastante nos leilões de potros, já com um elevado número de defensores e de reprodutoras, agora, passa a contar com um reprodutor do qual muito se espera e cuja primeira geração está estreando neste ano.

* Mário Rodrigues Campos, que há pouco esteve nos Estados Unidos, nos informou que o invicto Durban Thunder (Royal Academy e Fausse Monnaie por Ghadeer), ganhador da Taça de Prata, criação de Fazenda Mondesir e propriedade do Stud Raça, que se encontra naquele País, com Kenny McPeek, deverá estrear no mês de fevereiro. É pensamento do McPeek fazê-lo correr em Dubai, no mês de março. Lazurita, que está em Los Angeles , com o Paulo Lobo, também, poderá estrear em fevereiro, no Hipódromo de Santa Anita.

* No último domingo de 2004, a potranca Federada obteve sua 3ª vitória em Cidade Jardim. Federada é filha de Gault-Millau, ganhador de inúmeras corridas e que foi um dos melhores velocistas de sua geração. Nas pistas, Gault-Millau defendeu a simpática jaqueta de Osmar Silva de Oliveira.

* O treinador André Mion passou cerca de 10 dias, em Montevidéu, trabalhando no Hipódromo de Maroñas. Ele pretende montar um esquema, com alguns proprietários brasileiros, no sentido de levar alguns animais para fazerem campanha naquele país.

* Chumbinho Grosso - Resolução da CC em 30 de dezembro de 2004 - “Conforme as conclusões do relatório da sindicância instaurada por Resolução de 13 de dezembro de 2004 (Boletim oficial n°. 70/2004), suspender o treinador M.FERREIRA (HIPER VALENTE) por 8 (oito) dias (de 3 a 10 de janeiro de 2005), por infração da alínea “L” do artigo 47 do Código Nacional de Corridas”. Eis o Art. 47 – “São obrigações do treinador: 1°) providenciar para que seus cavalos sejam apresentados rigorosamente nos horários e locais que forem determinados, acompanhados das respectivas carteiras de identidade”.

* Gilvan Guimarães e Jorge Ricardo foram os destaques da 1ª corrida de 2005, com 4 vitórias cada. Luiz Esteves teve 100% de aproveitamento, com 2 inscrições e 2 vitórias (Kurtis e Localizada). Entre os proprietários, o destaque foi do Stud Chico City II, vencendo com Chanac e Neon Lights. Entre os criadores, destaque absoluto do Haras Campestre, vencendo os 2 páreos da nova geração e obtendo as 4 primeiras colocações, com as Ladies, no páreo de 3 anos, 2 vitórias.

* A reabertura da pista de grama será na semana de 14 de janeiro. Estão chamados 45 páreos para a grama. Os programas vão sair cheios e poderão ser organizados 12 páreos nas reuniões de sábado e domingo.

* Aconteceu: Domingo (2/1) - Royal Charm e River City fizeram um mano a mano, com vitória para o Gilvan Guimarães. Quiosfera resistiu, no photochart ao ataque da Pingo D'Amore, a que mais corria no final e que com mais um pulo seria a vencedora. Lady Betona, de L1, dominou a Lady Mora no final. As 4 primeiras colocações foram do Haras Campestre. Spring Desejada (Spring Halo) largou e acabou, no 1° páreo da nova geração. Le Champ, sempre exigido pelo G.Guimarães, custou a dominar o High Excellence. Carlin largou com atraso. Chanac (Romarin) deixou excelente impressão, sendo o destaque da reunião. Venceu de ponta a ponta, fugindo vários corpos no final. O tempo de 1'07”, na raia atual, com bastante areia, é ótimo. Spring Desejada, no páreo de potrancas de 2 anos, marcou 1'09”6. Kurtis confirmou seu favoritismo, dominando nos últimos 150m. Ramsés Nostro tentou morder os adversários. Cosminho Morgado disse que, na próxima, vai colocar antolhos. Localizada dominou nos 200m finais e resistiu, com sobras, ao ataque da O'Hara Scarlet. E mais um favorito fechou a 1ª corrida do ano. Neon Lights, do Chico City II, largou e acabou.

 

Home
© 2003 - Jornal do Turfe Ltda. | Todos os direitos reservados | Webmaster: Paulo Roepke Neto