Luiz Renato Ribas
 
 

CAVALO BRANCO


CAVALOS, A QUESTÃO

* O turfe no país, sem desmerecer seu emocionante entretenimento desde os anos 1.800, infelizmente é muito diferente, neste século XXI, na questão produtiva de cavalos.

* Primeiro, naquele tempo, não existia o puro-sangue de corrida, o PSI, cujos cavalos, em disputa, eram mestiços e alguns até matungos puxadores de carroças.

* Era o princípio do verbo, cuja evolução no decorrer dos anos de amadores a profissionais, por volta de 1.900, foi aceleradamente evolutivo com milhares de criadores do PSI no Brasil.

* A produção nacional do cavalo de corrida era tanta que alimentava regularmente as corridas regulares, com páreos frondosos, nos principais prados do Brasil.

* Hoje o custo de um cavalo não acompanha, há bom tempo, os prêmios defasados oferecidos nos hipódromos brasileiros, desestimulando assim o crescimento criacional no país.

* O número de haras do Brasil continua sucumbindo mês a mês, com criadores de grande porte colocando à venda, nos leilões, todo o seu plantel em sinal, claro, de desistência.

* Mesmo com essa significativa queda na criação nacional do cavalo de corrida, os principais hipódromos brasileiros continuam mantendo, mesmo com sacrifício, suas reuniões normais.

* Mesmo com esse cenário desalentador, o turfe brasileiro tem sido alvo de investimentos internacionais, em especial de instituições exploradoras de apostas globais.

* O número de criadores que ainda resiste no Brasil é decrescente, mas heroicamente existente graças a teimosia e o idealismo de turfistas, principalmente os milionários.

* A reversão desta situação criacional é quase impossível, sinalizando que, talvez, no futuro as corridas de cavalos sejam forçosamente centralizadas, num único hipódromo do Brasil.

* Porém, o lado bom de toda essa expectativa pessimista, é o entusiasmo, a torcida, o fervor e o amor, desses criadores remanescentes, pela otimista reconstrução do turfe no Brasil. Amém.

 

 

 
 

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