De volta ao passado
 
 
 

TIJANO – “Um Ruano de Boa Campanha”
Marco A. de Oliveira

      Já dera por encerrada a tal série de artigos sobre alguns ruanos de Moinhos de Vento, Cristal, Cidade Jardim, Gávea e até mesmo do turfe argentino – vide artigo pré-Pellegrini –. Foi quando o Mário Ferrasso enviou-me um e-mail com alguns nomes do pretérito. Não tenho fábrica de fotos, apenas um arquivo particular bem organizado; portanto, se faz mister para atender pedidos que o solicitante envie a dita imagem. Entretanto, para não ficar a dever, fui buscar algo para dar guarida a um dos pedidos do amigo Ferrasso. De onde, trago hoje algo sobre um certo ruano que pintou muito bem no Cristal e chegou a vencer também em Cidade Jardim. Tijano.
Filho do norte-americano Tija (Djeddah e Flighty Jane, por Count Fleet) na argentina Chopería (Arabian Night e Chopera, por Imperialist), o ruano Tijano foi criado e defendeu nas pistas os interesses de Domingos Mincarone, das vistosas sedas “ouro, estrelas e boné verde”. Nascido aos 05.11.1974, Tijano venceu cinco carreiras e obteve sete colocações no Cristal e, de permeio, em campanha em Cidade Jardim, por lá venceu duas provas e colocou-se em dezesseis oportunidades. Iniciando sua ficha local por conta do treinador Eldi Rocha, Tijano colheu em sua primeira campanha as seguintes vitórias no Cristal, isto após uma estreia colocado: 04.06.1977 – 1.300m (AÚ), em 1’21”2/5, com Adão Collares, deixando a vários corpos Acemonte, Mister Douglas, Relumbrante, Cantorin, Yata Veron, Don Gutheil, Tio Zumba, Copelino e Le Mirage; 07.09.1977 – 1.300m (AL), em 1’20”, com João Carlos Ávila, sobre Enojado, Pedro Bó, Jacobito, Copelino, Partidor, Mister Dakar e Good Top. Depois deste segundo êxito, Tijano foi levado a correr no Hipódromo Paulistano, onde somou mais dois êxitos: 25.01.1978 – 1.300m e 30.08.1979 – 1.500m. De volta aos pagos, após longo parado (última atuação em Cidade Jardim aos 13.08.1980), Tijano reencetou campanha local para colher mais três triunfos, já sob o preparo de Alfredo Silva, mas sempre para o turfman Domingos Mincarone. A saber: 13.03.1982 – 1.400m (AL), em 1’30”, com Sérgio Melo, sobre Cambial, Gran Tonnerre, Privilege, Birlo, Cabiúva, Hepacoré, Derradeiro, Omaster, Hot Mix e Divertido; 22.03.1982 – 1.500m (AÚ), 1’37”, com Sérgio Melo, sobre Gran Tonnerre, Cabiúva, Birlo, Privilege, Quartier German e Hepacoré; 27.06.1982 – 1.400m (AP), em 1’29”, com Antônio Franco, sobre Gran Tonnerre, Goemon, Cabiúva, Yamato, Privilege, Abecê e Jenkin. A colocação mais significativa de Tijano foi um 2° para Gasco, por ocasião do G.P. Continental de Turfe (1.500m – AÚ), lá em 1977, chegando a dois corpos do ganhador. Já chegando aos oito anos, em 1982, e com a aproximação da compulsória, além da dificuldade de enturmamento, levaram o ruano a ter sua campanha encerrada na mesma temporada.
Domingos Mincarone resolveu mantê-lo então na qualidade de reprodutor, contudo seu rendimento foi baixo e apenas um de seus produtos teve campanha registrada, o tordilho Metano (por Fleurie). O qual em vinte e três aparições no Cristal logrou uma vitória e quinze colocações.

Tijano, com Adão Collares no dorso, aparece seguro por seu criador e proprietário Domingos Mincarone, após seu primeiro laurel alcançado no Cristal, aos 04.06.1977.

 

 

 

 
 

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