De volta ao passado
 
 
 

“BIG BEN – O CAVALO QUE MERECEU UM STUD”
Marco A. de Oliveira

        Faleceu na 2ª feira (nove de abril próximo passado) o conhecido turfista, proprietário e criador Dr. Márcio Marroni, um dos irmãos Marroni. Família esta muito ligada ao turfe – notadamente nos anos 70, 80 e 90. Seu cavalo mais lembrado foi o castanho Big Ben, animal graúdo e bastante corredor, com campanha no Cristal e rápida mas exitosa passagem em Cidade Jardim, onde venceu aos 16.11.1976 prova em 1.500m. Numa forma de recordar a família Marroni em seu ramo turfístico, recuperaremos as vitórias e colocações mais importantes do filho de Coarazito (Coaraze e Malagueta) e Belle Dame (Peter’s Choice e Quijunga, por Maranta), nascido aos 04.09.1972, no Haras Quebracho (Bagé/RS) de Francisco Provenzano Neto.
Márcio Marroni adquiriu seu potro em leilão e entregou-o inicialmente a Odilo Machado, para o qual somou as seguintes vitórias locais: 26.04.1975 – Prêmio Wembley – 1.200m (AL), em 1’16”1/5, com Sílvio Machado, sobre Campbell (a dois corpos), Lord Lady, Monolítico, Baby Chou, Intersul, Prince Nobre e Riento; 27.10.1975 – 1.400m (AL), em 1’28”, com Sílvio Machado, sobre Reiville (a 1/2 corpo), Emeritag, El Vergarito, Baby Chou, Respingo, Yonder, Drago, Monolítico, Niclight, Ulybor e Promotor; 23.11.1975 – “Prêmio General Cunha Rasgado” (1.609m – AÚ), em 1’41”2/5, com Antônio Alvani, sobre Al Pacific (a pescoço), Fanelli, Blusão, El Ícaro, El Cortês, Respingo e Estafim; 15.05.1976 – 1.609m (AL), em 1’41”3/5, com Antônio Alvani, sobre Kalali (a três comprimentos), Burguês, Abanyto, Galifer, Dargo e Estafim; 05.07.1976 – Prova Especial – 1.500m (AÚ), em 1’34”2/5, com Antônio Alvani, sobre Racalian (a três corpos), Pilolo, Titanos, Fanséia, Chanfalho, Boena Luna, Donald Duck e Nice Work; 13.06.1977 – páreo de chamamento – reaparecendo após meia temporada em Cidade Jardim e já sob os cuidados de Hélio G. Paim – 1.400m (AÚ), em 1’27”3/5, com Antônio Alvani, sobre Cut Lass (a vários corpos), Boena Luna, Balicho, Tonch, Kalali, Snow Berry e Yellow River; 27.06.1977 – páreo de chamamento – 1.609m (AÚ), em 1’40”2/5, com Moacyr Vaz, sobre Pergaminho (a dois corpos), Kalali, Snow Berry, Boena Luna, Shila II, Reclusion, Zoguir e Xinoca; 31.07.1977 – “Prêmio Alberto Coimbra” (2.000m – GÚ), em 2’09”4/5, com Antônio Alvani, sobre Rifle (a vários comprimentos), Ludovico, Faramon (Tríplice Coroado em 1976), Lep, Chagu e Gaspacho.
Recordemos agora suas colocações clássicas no Cristal: 5° para Faneranto (G.P. Derby Rio-Grandense – 2ª Prova da Tríplice Coroa – 2.400m – AL) e 2° para El Supremo (Prêmio Túlio Araújo – 1.609m – AL), ambas em 1976; 3° para Bester (G.P. Senador Pinheiro Machado – 2.100m – AL), 4° para Itapacy (G.P. Comissão Coordenadora da Criação do Cavalo Nacional – 1.820m – AM) e 3° para Rifle (Clássico General Cunha Rasgado – 2.100m – AL), estas em 1977. Após esta carreira, Big Ben ficou afastado das pistas por um bom tempo, retornando para obter mais duas colocações e encerrar campanha já em 1979.
Ao retirar-se das pistas, Big Ben passou a atuar como garanhão no Haras Borin, onde deixou apenas três produtos nascidos em 1980: a útil alazão Big Gal (por Galeva), ganhadora de duas no Cristal e uma em Cidade Jardim, além de Big Astro (por Astro Girl) e Big Sweet (por Sweet Sugar), estes sem campanha registrada. Para homenageá-lo, Dr. Márcio Marroni registrou o Stud Big Ben, para o qual passaram a correr seus animais a partir de então.

Aí vemos Big Ben, seguro por Márcio (bigode) e seu também saudoso primo Luiz Boliva Marroni, após sua vitória obtida no Cristal aos 15.05.1976, sob a condução de Antônio Alvani.

 

 

 
 

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