De volta ao passado
 
 
 

SIMBÓLICA – No Tempo do Stud Galgos Brancos
Marco A. de Oliveira

  Egressa do criatório Oswaldo Aranha (Haras Vargem Alegre), Simbólica foi uma castanho filha do policlássico argentino Alibí (Commuter e Faultless, por Picacero) na também argentina Saltadora (Picapleitos). Nascida em 12.09.1954, sua campanha limitou-se ao Hipódromo de Moinhos de Vento onde foi boa ganhadora incluindo duas conquistas clássicas. Entregue aos cuidados profissionais de Pedro Lopes, inicialmente, passando depois para o treinador José Rodrigues e deste para João Rodrigues (Stud Budapest), Simbólica pertencia ao Stud Galgos Brancos, dos saudosos irmãos Júlio e Catarino Andreatta. Este último pai de Vitório Andreatta, família por demais ligada às corridas de automóveis no RS. Ainda de uma romântica época em que Porto Alegre não possuía um autódromo e os circuitos de rua, principalmente o da Av. Cavalhada, levavam multidões para apreciarem o espetáculo, normalmente efetuado aos domingos pela manhã. Então, os irmãos Andreatta costumavam revezar-se na condução da “carreteira” n°. 2, enquanto seu seguidor e descendente Vitório, corria com um carro mais moderno, este já nos anos 60, que trazia o n°. 4; contudo, representando a mesma Escuderia Galgos Brancos e a saga da família Andreatta. As cores nacionais, verde e amarelo, eram emblemáticas da proposta escuderia e nas pistas de Moinhos de Vento representavam os irmãos Andreatta através da jaqueta “verde, galgos brancos às costas, mangas e boné verde/amarelo”. No Cristal, elas foram definitivamente registradas pelo “entraineur” Pedro Lopes.
Recuperemos pois a boa campanha da castanho Simbólica, começando por suas vitórias: 19.05.1957 (estreia) – 1.200m (AL), em 1’18”1/5, com Saturnino Rodrigues, sobre Jujuba, Stelita, Ima Sumac e Friagem; 29.06.1957 – 1.500m (AL), em 1’38”, com Reinaldo Baratieri, sobre Diaconisa, La Maravilla, Shiva, Jujuba, Leida e Dark Odalisque (mais tarde Ourofonte); 1°.02.1958 – 1.500m (AL), em 1’37”1/5, com José Duarte, sobre Arruaça, Miss Bank, Juventina e Tributada; 02.03.1958 – 1.200m (AL), em 1’15”2/5, com Mário Rossano, sobre Arruaça, La Maravilla, Rosamin e Tributada; 09.03.1958 – 1.700m (AL), em 1’50”1/5, com Ruy Gomes – o popular meio quilo –, sobre Dark Sauce, Dark Cloud, Lafite, Blondista e Ourofonte; 20.04.1958 – “Prêmio Jockey Club de Pelotas” (1.200m – AL), em 1’15”4/5, com Mário Rossano, sobre Melissa, La Maravilla, Gita, Lily Fox e Diadema; 31.05.1958 – “Prêmio Carlos Barbosa” (1.600m – AL), em 1’43”2/5, com Reinaldo Baratieri, sobre Juventina, Ourofonte, Melissa, Referida, Rosamin, Dark Perfection, Miss Bank, Tributada e Dark Cloud; 07.09.1959 – Prova Eliminatória (1.600m – AL), em 1’45”4/5, com Eni Oliveira, sobre Brayolanda, Greita, Opressora, Estaca e Cianita.
Suas colocações pela esfera nobre: 2° para Hedionda (Prêmio Jockey Club do Rio Grande – 1.200m – AL), em 1957; 4° para Guarida (Prêmio Jockey Club de Montevideo – 1.800m – AL), 3° para Rosamin (Prêmio Cneu Aranha – 2.200m – AL) e 3° para Miss Bank (Prêmio Comendador Gervásio Seabra – 1.800m – AE), estas todas em 1958.
Retirada das pistas ao final de 1959, Simbólica foi servir no recém criado Haras Galgos Brancos, igualmente dos irmãos Júlio e Catarino. Ali, como reprodutora, Simbólica foi útil e fértil, tendo entre seus produtos a boa ganhadora Bública – nascida em 1964 – com extensa ficha no Cristal e filha do reprodutor paulista Buru (Esquimalt e Zagala).


Aí vemos Simbólica, com Mário Joaquim Rossano no dorso,
após uma de suas vitórias obtidas em Moinhos de Vento.

 

 

 
 

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