José Perelmiter |
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CRÔNICA DA GÁVEAFLANANDO PELO PARANÁ Turfista que sou, de carteirinha , fui a Curitiba assistir ao GP Paraná, ganho com autoridade pelo cavalo Dá-lhe Grison, que não sei se em homenagem ao nosso amigo Rizzon, o “Big Boss” aqui do Jornal do Turfe. Contudo, o fato se positivo, entendermos ser uma justa homenagem a quem vem se dedicando de uma forma heróica pelo engrandecimento do turfe nacional. Isto porque, muitos se aventuram, mas não possuem o tutano deste gaúcho que, enfrentando as inúmeras adversidades, já passou da edição nº. 500. UM GRANDE PRÊMIO APÓS 40 ANOS DE ESPERA Quem conhece Clemente Molleta vê que se trata de um homem simples, honesto e lutador. Não é sem razão que este turfista paranaense, titular do haras do mesmo nome, vem lutando por “um lugar ao sol”. O haras não é grande e não tem uma produção farta, mas a despeito de não ser um dos mais renomados, é levado com dedicação e persistência. E foi exatamente por isso, que Clemente, ao criar o filho de Burooj e Goodbye por Tokatee, conseguiu este excelente corredor. Não se diga que foi um “azarão”, visto que pela campanha que apresenta, nota-se, é um ótimo corredor. O filho de Burooj vinha de uma vitória em 1.400m em julho último; depois, em agosto, chegou em 4º, em 1.400m, obtendo nas carreiras seguintes duas vitórias, uma em 2.000m, ganhando do favorito Moroti e, a seguir, em 2.200m, superando Top Colony. Em sua apresentação anterior ao GP Paraná, chegou 2º para o mesmo Moroti, mas, ao que se comentava, numa carreira que não lhe foi feliz o percurso. Portanto, ganhar novamente de Moroti, agora nos 2.400m, com uma direção primorosa de N.Souza, não foi surpresa, a despeito da presença de pilotos de nome no páreo, como Jorge Ricardo e Altair Domingos, que chegou em 2º, pilotando Special Day. Orgulhoso pela vitória de seu pupilo, Clemente não cabia de tanta alegria e satisfação, ainda mais depois de esperar tanto tempo para vencer a maior e melhor prova de seu Estado. Parabéns, não só pela vitória, como também pela perseverança. “OLHEIROS” DESCOBREM IRMÃO DE DETECTIVE Em nossas andanças por Curitiba, descobrimos um “papo” que corre à “boca pequena”. Como já foi amplamente noticiado, o cavalo Detective, um filho de Burooj e Moana esta por Baynoun, geração 2001, depois de curta campanha, com dois primeiros e um segundo lugar, em Cidade Jardim, foi vendido para os Estados Unidos por US$ 450.000 (quatrocentos e cinqüenta mil dólares). Por esse motivo, não correu o Derby, vencido pelo defensor do Haras Valente, Urodonal, que foi levado para disputar o Pellegrini, na Argentina. Contudo, os olheiros descobriram um irmão inteiro do Detective e, segundo se comenta, com um porte ainda mais bonito do que o ex-defensor do Stud Sampaio, que estava aos cuidados de Selmar Lobo. Hoje alojado no Paraná, o cavalo que tinha o horroroso nome de Façanhudo, chama-se Samba em Berlim que, entre nós cariocas, é a mistura de cachaça e coca-cola. Pois bem, segundo chegou ao nosso conhecimento, um olheiro teria oferecido US$ 100.000 (cem mil dólares) pelo irmão inteiro do Detective, mas conversando com o proprietário do lindo potro, depois deste achar graça pelo lance oferecido (o feliz dono adquiriu o potro antes da negociação e da fama do Detective), foi curto e grosso: só levam o Samba se baterem US$ 200.000 (duzentos mil dólares) e à vista. Pela evolução que o cavalo vem apresentando nos treinamentos, sem dúvida, este pode ser melhor ainda do que o Detective. O treinador Ney Carlos (famoso Reco), está com um sorriso “colgate” com o filho de Burooj. Confirmando a expectativa, poderá vir a custar até mais que o dobro do que pagaram pelo Detective. É só esperar para ver. VISITANDO O HARAS BAPTISTA Responsável pelos cuidados não só do haras, como também pelos cavalos em treinamento, nosso anfitrião, Celso Henrique Azevedo, amigo do titular da Coudelaria Baptista, Nestor Baptista, que ainda não tivemos o prazer de conhecer, nos recebeu no aeroporto e concedeu o prazer de visitar o haras. Um belo local, onde se vê o dedo organizado e caprichoso de quem cuida do lugar. Em número de cavalos, Celso garante que por enquanto não passa de sete por ano, vez que o cronograma de criação é traçado matematicamente, visando manter o equilíbrio financeiro e, por isso mesmo, sem dar prejuízo. Tudo é cuidadosamente calculado para o êxito do negócio. Apenas um detalhe, se o local já é lindo, sem dúvida, Celso o tornou mais bonito ainda. Parabéns pela organização, cuidado e limpeza. Afinal, turfe também é negócio e gera divisas para o Brasil. ACERTANDO COM RAIVA Conhecemos, por intermédio de nosso amigo e, hoje, irmão, Paulinho Bolinauri, um turfista de longas jornadas e aficionado pelas corridas. Tem ele o privilégio de não entender nada de cavalos e, por isso mesmo, tanto ganha como perde com o mesmo fairplay. Homero Oliva, titular do Haras H.Oliva, simpático turfista e excelente “papo”, estava indignado. Emérito contador de histórias, confidenciou-nos que estava com uma raiva infernal do governador Requião. Ex-amigo do governador, atualmente, Homero está do lado oposto. Segundo nos contou e autorizou a publicação, sua vontade incontida era jogar o governador na raia, mas como era impossível, resolveu jogar no último cavalo dos 14 inscritos no páreo. Um azar. Ao jogar 100 “pratas” no animal chamado Going Away (ao que nos parece a tradução é “Vá Embora”), foi ele advertido que o bicho não era favorito. Homero, com mais raiva, dobrou a parada; jogou R$ 200. Corrido o páreo, sem se dar conta de quem ganhou, Homero entregou as pules ao nosso bom amigo Paulo Bonilauri, que foi receber a grana. Homero levou um susto. Não esperava ganhar e, maior ainda a surpresa, quando veio a soma de R$ 1,5 mil. Na próxima tem mais, já que o espaço é curto e o Rizzon tem muita coisa para publicar. Aguardem, pois.
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