Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa |
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CLÁSSICOS DA SEMANA EM CIDADE JARDIMClássico Pres. José Bonifácio Coutinho Nogueira Neste clássico tínhamos a égua Condesir buscando sua quarta vitória clássica seguida, as outras três tinham sido inclusive em provas de grupo. Infelizmente, digo isso pela carência de ídolos que tem o turfe e não pela ótima égua que ganhou a prova, teve quebrada sua seqüência invicta por bem pouco. Na verdade, a soma de três fatores decidiram a prova: a partida longa que seu piloto se viu obrigado a executar para evitar eventuais prejuízos; o ótimo desempenho da égua Hill Side, que minou a resistência de Condesir durante toda a reta final; e a paciência do ótimo Mario Fontoura, jóquei da ganhadora Espanhola Mia. O Queiroz (Condesir) me explicou, após o páreo, que em virtude dos progressos da conduzida de Nelito Cunha (Latest Joke), suposta adversária direta, na entrada da reta, decidiu dar a partida mais longa em sua pilotada e tomar a passagem que surgiu para si. Uma opção do piloto, que tem décimos de segundo pra tomá-la e que não sei até que ponto teria interferido no resultado do páreo, caso o piloto de Hill Side não tivesse ido rapidamente a seu encalço. Uma certeza fica, a égua Condesir tem tudo para se reabilitar em breve. Grande Prêmio Pres. João Sampaio Disparado o melhor clássico do ano em distância acima da milha e meia. Podemos até dizer que serviu para definir o melhor cavalo de fundo da atualidade no Brasil, já que estavam presentes todos os ganhadores clássicos do Brasil em 2004, em distâncias maiores que 3.000 metros . São eles: Overkill, Honra de Craque e Nina Preta. Ganhou Overkill, cavalo que, pela facilidade de condução, deverá sempre levar vantagem nas distâncias mais alentadas. Merece destaque também a já citada paciência do Fontoura, que também dirigiu este ganhador. A trifeta dos já ganhadores clássicos em distâncias maiores quase vingou, o que seria até lógico, dada a adaptação dos três cavalos à distância (o que faltava aos adversários). Ocorre que o cavalo Galanteador acabou chegando com uma ação até certo ponto surpreendente ao disco e tomou o terceiro posto de Honra de Craque, mais alguns metros e poderia tomar inclusive o segundo de Nina Preta. Em quinto lugar finalizou o cavalo Natural do Faxina. Na pedra tivemos dois filhos de Our Captain Willie, um filho de Khatango, uma filha de New Colony e, como ganhador, um filho de Fast Gold. O interessante é que pela análise dos garanhões, o ganhador Overkill é o que demonstra menos estamina. Ocorre que ele é um neto materno de Baronius, que deve ser a fonte de tamanha resistência. Clássico Natal Esse foi o clássico com maiores variantes do final de semana, onde quase todos tinham, teoricamente, alguma chance de vitória. Ganhou o cavalo do Mega, Gene Krupa, mais um filho de Royal Academy. Em segundo chegou Murtinho, perdendo mais um páreo incrível. Após, chegou um potro que demonstra uma evolução impressionante a cada corrida e com aumento de distância, Tchintchulino. Completaram a pedra dois potros bem regulares e que costumam sempre dar torcida nos páreos que participam: Helsinki e Money Box. Outro destaque do páreo fica por conta do ótimo reaparecimento do potro Incolor (o ligeiro do páreo). Este potro, bem levado, irá dar muita torcida nos clássicos futuros.
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