CAVALO BRANCO
Quem manca por último manca melhor
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NEM SÓ DE TURFE VIVE O JOCKEY
* Essa questão de ir em busca de receita extra num Jockey Club, sem depender do turfe propriamente dito, não é nenhuma surpresa. É uma necessidade.
* O mundo tem mudado com muita velocidade. Já foi o tempo-caipira, que grandes monumentos ficavam ociosos, inúteis por longo prazo.
* Agora tudo mudou. Continua mudando. Que absurdo aquelas enormes arquibancadas dos hipódromos, construídas para um futuro, que não veio ou já passou.
* São milhares de metros quadrados, em áreas nobres, hoje absoluta e parcialmente inúteis para o fim proposto: o turfe.
* Nem mesmo hoje, esses espaços são literalmente ocupados durante os grandes prêmios regionais. Uma vez só por ano esperando algumas moscas a mais...
* Não se culpa, quem idealizou e construiu. Na época o turfe enchia de gente. E a arquibancada era pequena. Hoje, basta uma e olhe lá...
* E se alguém não tomar uma atitude, como está propondo o J.C. de São Paulo, para Cidade Jardim, haverá muito investidor de olho em tudo. Ou melhor, já tem.
* O turfe há mais de 15 a 20 anos, não consegue sobreviver por suas próprias patas. E sem profissionais, não chegará as receitas extras. É óbvio.
* Suas dívidas são assombrosas, principalmente as de São Paulo e Rio. E sem dinheiro, para manter o mínimo exigido: pistas e iluminação. Uma pobreza.
* E vejam o exemplo que vem também do futebol, com seus estádios enormes e vazios em grande parte do tempo. Uma administração deficitária.
* O São Paulo F.C., foi o primeiro que começou a pensar grande desde 2003, com o Morumbi. Estádio é bonito, mas continuar perdendo dinheiro seria burrice.
* Em 2003 o déficit foi de um milhão de reais, apesar de todas as “ginásticas” realizadas. Em 2007, teve um superávit limpinho de R$ 6,3 milhões.
* O resultado tem sido graças a um plano diretor, bem equacionado profissionalmente, ocupando, vendendo e alugando até o “ar do Morumbi”...
* A ordem foi “lotear” tudo que fosse espaço ocioso, independente do comprador ou locador fosse futebolista. O estádio já tem cara de shopping.
* E os hipódromos terão de seguir o mesmo caminho. Alguns já fizeram antes, como o Tarumã, alguns ensaios: a venda de camarotes. E ficou, quase, nisso.
* A Gávea antigamente no GP Brasil ficava apinhada de gente. No GP de 2008, tinha lugar por todos os lados. Sinal dos tempos.
* No Tarumã e no Cristal, dois grandes monstros cimentados, estão também, durante quase 365 dias por ano, ocupados por meia dúzia de gatos pingados...
* Portanto, não é surpresa ver o presidente do J.C. de São Paulo, dando mais dinâmica ao plano, que ele mesmo iniciou: “lotear Cidade Jardim”.
* É claro que os resultados não vêem da noite para o dia, como não vieram para o Morumbi do São Paulo. Leva tempo, mas alguém tem de começar.
* Fiz questão de voltar ao assunto, da semana passada, pois sempre há alguém torcendo para que nada dê certo no turfe brasileiro... E você? |