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...De Volta ao Passado
 

 

ARIZÚ - “Perdendo para um Cão, Ganhando de um Craque”
Marco A. de Oliveira

            O curioso título pode ser parcialmente explicado pela foto, mas para entendê-lo melhor é só seguir o resumo de campanha deste castanho-claro malacara que consta da galeria dos vencedores da mais importante prova local, o G.P. Bento Gonçalves.
Nascido em 1952, no Haras Jaguarão Grande (Bagé/RS), Arizú chamou-se inicialmente Prynsal, filho do argentino Coronel na égua May Wong. Cavalo de bela estampa, foi negociado ao Sr. Alexandre Rizzo ainda inédito passando a defender nas pistas suas sedas “verde, suspensórios, gola, punhos e boné preto”. Sua campanha foi praticamente toda desenvolvida em Moinhos de Vento, recebendo treinamento nas cinco primeiras vitórias de don Camilo Iberra (Stud Uruguaiana), passando a seguir para os cuidados de Gregório Arrascaeta (Stud Cristal) e já em ocaso de campanha para o saudoso “Fifilo” Plácido Melo dos Santos (Stud Bianchini). Recapitulando todos os seus louros: 16.04.1955 – 1.200m (AL), em 1’18”3/5, com Silvino Ferreira, sobre Magnata, Argentino, Al Moeda, Al Maktub e Batatu; 07.08.1955 – Páreo Tenente-Coronel Florêncio José de Oliveira (1.500m - AP), em 1’37”2/5, com Roberto Arede, sobre Lampión, Mistaio, Infinito, Alanti, Alacruz, Al Moeda e Rigocam; 08.01.1956 – 1.200m (AL), em 1’17”, com Silvino Ferreira, sobre Al Moeda, Rigocam, Ébrio, Agarrada, Antúcio e Agressivo; 05.05.1956 – 1.700m (AL), em 1’49”4/5, com Selmar Lobo, sobre Gita, Afridolina, Ouropreto, Guará, Al Moeda e Jubós; 09.06.1956 – “Prêmio Jockey Club Paranaense” (1.700m - AL), em 1’48”3/5, com Selmar Lobo, sobre Zum-Zum, Arbusto, Ouromarco, Rosemberg, Bur-Mário, Batan e Alvouro; 22.09.1956 – 1.600m (AL), em 1’42”1/5, com o então aprendiz Reinaldo Baratieri, sobre Gato Montês, Salera, Girador, Pampurino e Ouromarco; 11.11.1956 – “G.P. Bento Gonçalves” (3.200m - AL), em 2’32”, com Reinaldo Baratieri, sobre Oboé, Ucarí, Old Parr, Gasparini, Diretor, Bataán, Ouromarco, Guaitil, Fusarium e Salomão (ganhador de fato, mas desclassificado posteriormente por uso de medicação proibida); 26.10.1957 – Handicap Especial (2.200m - AL), em 2’23”3/5, com Wilson Rodrigues, sobre Sepé Tiarajú, Garrincha, Ouromarco, Ucarí, Major e Bienvenido.

O curioso é que quando de sua primeira vitória, o então Prynsal ganhou de focinho do cavalo Magnata, mas chegou depois de um cachorro que cruzou o disco antes dos competidores e foi flagrado com rara felicidade por um fotógrafo da extinta Folha da Tarde (Cia. Caldas Jr.). Mais tarde, já com o nome de Arizú, nosso propalado PSI levantou por repique a magna prova do turfe local mediante a contraprova do exame do ganhador Salomão, autêntico craque que já vencera o Bento no ano anterior e fora o primeiro ganhador do G.P. Paraná disputado no então recém inaugurado Tarumã. Isto explica o porquê de nosso estranho título. Note-se que Arizú (ex-Prynsal) foi cavalo tardio que custou a mostrar seu potencial e – além do Bento – só teve uma vitória pela esfera clássica. Costumava correr na expectativa e só atropelar no final. Quanto as suas colocações clássicas, podemos enumerar as seguintes: 3º para Zum-Zum (Prêmio Jockey Club Brasileiro - 1.700m - AL), 2º para Zum-Zum (Prêmio Jockey Club de Pernambuco - 1.800m - AL), 2º para Guaitil (G.P. PROTETORA DO TURFE - 2.200m - AL), chegando à ½ cabeça, 2º para Gato Montês (Prêmio Antônio Joaquim Peixoto de Castro Jr. - 1.800m - AL) e 3º para Old Parr (G.P. Presidente da República - 2.500m - AL), todas em 1956. No interior, Arizú apresentou-se com destaque por ocasião do “G.P. Cidade de Rio Grande” (2.200m - AL), quando secundou o ganhador Lord Chanel em 07.02.1960.

A curiosa foto da primeira vitória (16.04.1955) do cara branca Prynsal (mais tarde Arizú), batendo por focinho ao cavalo Magnata, a um corpo chega Argentino. Em primeiro plano, um ligeiro perrito alcança o disco antes dos competidores.      

 

 

 

 

 

 

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