CRÔNICA DA GÁVEA
BATEU... LEVOU
Havia em tempos passados, não muito distantes, a coluna de um jornalista que tinha como título o acima reproduzido. Era a expressão dos pontos de vista do referido profissional. Aproveito o título do colega de imprensa para a resposta a um leitor do “nosso” Jornal do Turfe, que a par de demonstrar não possuir “fairplay”, fez uma crítica via e-mail, a nossa coluna.
Vale salientar que exerço apenas o meu constitucional direito de escrever o que quero, como soe ser num regime democrático. Jornalista que sou a despeito de formado também em outra atividade de nível superior, mantenho o gosto de redigir, tanto assim que o único livro de histórias do turfe que existe no cenário brasileiro, é exatamente o “DA-LHE RIGONI, HISTÓRIAS DO TURFE, de minha autoria. Contudo, o leitor Fabio Macedo da Costa, cujo nome preservei, quando mencionei o fato de ter feito a indecorosa proposta de R$ 2.000,00 pelo cavalo Bem Apostado, resolveu o dito cidadão ser o censor (figura execrável e aposentada em uma democracia) de nossa coluna. Como o citado cidadão agora revelou o seu nome, obviamente tenho o direito de citá-lo, nos termos da legislação em vigor, já que citou ele expressamente meu nome.
Destarte, usando de um direito que me é assegurado por lei, vale salientar que ao receber a indecorosa (repita-se por necessário) proposta de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para vender ao dito cidadão o meu “matungo” Bem Apostado, repliquei em tom de pilhéria exatamente como foi dito: “Paga R$ 5 mil e leva”.
Releva salientar que ao taxá-lo de “esperto”, é um conceito pessoal e serviu apenas para demonstrar que a despeito de escrever para o Jornal do Turfe por diletantismo (Rizzon que o diga), ainda não estou “morrendo de fome” a ponto de vender meus cavalos, sejam eles quem forem, por preço de “uma dúzia de bananas”. Posso até dar de presente a um amigo, como já o fiz, mas a proposta que me foi feita, encarei como pilhéria e daí a resposta no mesmo tom. Se o meu interlocutor sentiu-se ofendido, demonstrou apenas, bem, deixa pra lá...
O referido cidadão em seu e-mail se diz correto etc. Vale salientar que, tal premissa não se alardeia. Se demonstra no comportamento do cotidiano e quem emite esse conceito, são as pessoas com quem nos relacionamos. Acrescente-se ainda, que não costumo usar de minha coluna para assuntos pessoais, tanto assim que nas minhas crônicas (hoje em dia são mais de 120 no curso do tempo, desde há época em que esse jornal tinha apenas 4 páginas), raras vezes o fiz. Tratam elas de temas diversos. Leia-se a respeito crônica sobre Vícios Ocultos; Criar Pouco e Bem, é ótima opção, etc, etc. Assim sendo, creio ter respondido ao referido turfista, a nota que o mesmo remeteu ao nosso jornal, dando o assunto por encerrado, já que aos nossos leitores não interessa esse tipo de discussão. E, como diz o personagem do Chico Anysio, “Zé Fini.”
PARABÉNS!!!
A notícia de que a entidade turfística do Rio de Janeiro, visando estimular o turfe carioca, bolou um programa de bônus para os profissionais e proprietários, certamente é coisa inédita no turfe brasileiro. Tal fato se deve a política no sentido de evitar o êxodo de cavalos para São Paulo, em razão do fechamento da raia de grama. Efetivamente, a notícia é boa. Parabéns a quem teve a idéia!!!
DA-LHE RIGONI – HISTÓRIAS DO TURFE
Tem pouco, mas ainda temos exemplares de um dos melhores livros sobre histórias do turfe. Leitura leve, levada para o aspecto pitoresco, o livro é um marco na memória de nosso turfe. Quem pretender adquirir um exemplar, custa só R$ 30,00 mais o porte postal. É só fazer o pedido pelos telefones (21) 2240.4765 e (21) 2240.4723, entre 10 e 18 horas, que nós o enviaremos pelo Correio.
|