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GERSON BORGES DE MACEDO-

PINGANDO AZEITE

diretor@crcpr.or.br

 

O QUE FAZER COM O MARKETING???


            Há mais de uma década abordamos o assunto “marketing no turfe” como elemento salvador da atividade turfística em nosso país. Fui um dos pioneiros a falar do assunto, numa época em que o que representa essa palavrinha simpática não passava nem perto dos portões dos Jockeys Clubs.
Nessa esteira vieram centenas de artigos escritos por mim e por outros colegas de crônica e também por articulistas “avulsos” digamos assim, que esmiuçaram o assunto até a exaustão.


Por outro lado os clubes de forma incipiente e tímida começaram aos poucos a tentar colocar em prática alguma coisa sob a bandeira do marketing.
É claro que grandes  resultados não viriam a curto prazo e também é claro que os clubes não mantiveram um projeto regular de divulgação profissional de suas atividades.
Mesmo nessa gangorra o entendimento foi sedimentado, da necessidade de se tratar com eficiência e profissionalismo o tema e de se criar departamentos específicos para tal – pelo menos nos grandes Jockeys Clubs. Outro passo foi a contratação de profissionais especializados, coisa mais recente, fato que ainda carece de consolidação.
No Jockey Club do Paraná, por exemplo, a recente contratação de uma empresa que tinha à frente um jornalista bastante conhecido na mídia local e com acesso a vários órgãos de imprensa, me deixou animado. Entendi que a diretoria tinha acertado em cheio e já na primeira semana de trabalho, exatamente a semana do Derby Paranaense, vários espaços em rádio e tv foram disponibilizados para a divulgação do evento. Eu mesmo participei de um programa esportivo de grande audiência na tv – falando das coisas do turfe e até, a pedido dos apresentadores, narrando uma corrida fictícia. Enfim tudo era precioso para o objetivo final, ou seja, a popularização das corridas.
Mas como o que é bom dura pouco – para nossa surpresa, segundo informação do clube, a empresa em questão não teve condições de continuar a serviço do JCP e foi cuidar do futebol. E aí é que vem a pergunta: uma vez devidamente apresentados, o turfe e o marketing, o que se espera desse relacionamento e o que fazer para que bons resultados aconteçam?


Boa pergunta... pois a última experiência do JCP, relatada acima, nos revela um outro problema: a falta de preparo e de argumentos até dos profissionais de marketing para tratar do assunto  turfe. Some-se a essa questão o velho problema dos minguados recursos financeiros disponíveis o que agrava ainda mais o drama.
Em resumo – perdeu-se muito tempo para se admitir a necessidade do turfe adotar o marketing. Agora nos parece um assunto pacificado, porém além da falta de dinheiro, temos a falta de idéias e de argumentos para que um trabalho sério, dinâmico realmente surta um efeito capaz de sacudir o mundo do turfe brasileiro. Este é mais um desafio a se enfrentar. Portanto, cronistas, entendidos e palpiteiros de plantão... mãos à obra e passamos doravante a elencar idéias para abastecer os marqueteiros... tudo em nome do turfe no país do futebol!!!

 

RÁPIDAS, RASTEIRAS E VENENOSAS

 

* O campo do GP Brasil 2008 tinha 8 paranaenses, 8 gaúchos, dois paulistas e um sul-matogrossense. E o campeão Top Hat nascido aqui, na terra das araucárias levou a bordo um outro paranaense ilustre – Altair “Fera” Domingos. Portanto ouvi e li muita coisa errada de nossos coleguinhas de crônica, do tipo “vitória paulista no GP Brasil”. Vitória paulista porque???

 

* E por falar nisso – parabéns ao treinador Luiz Roberto Feltran que foi à foto da vitória com o cavalo gaúcho Snack Bar no GP Presidente da República. Mais uma vitória de destaque na já vitoriosa carreira deste conceituado treinador paranaense.

 

* Todo ano eu assisto e todo ano fico sem entender porque a TV Jockey não dedica um espaço maior à festa do GP Brasil. Corta-se momentos importantes da festa para mostrar cânter de páreos comuns em Cidade Jardim. Aliás vou até mais longe – não seria  o mais correto nem se realizar corridas em São Paulo no domingo do GP Brasil e vice-versa?

 

* Ainda falta muitos meses para as eleições no JCP – mas como não poderia ser diferente já começam a pipocar nomes dos possíveis candidatos à presidência do clube paranaense. Se a atual diretoria continuar com o trabalho que vem apresentando – evitar a reeleição do atual mandatário-mor Roberto Hasemann será páreo duríssimo!!!

 

* Desde que acompanho o turfe, nunca vi ou ouvi um GP Brasil sem a voz marcante do Ernani Pires Ferreira. Esse ano foi o primeiro que o baixinho esteve de folga e confesso que parece que faltou alguma coisa na festa. Muito embora o Marco Aurélio Ribeiro, o Luiz Urubatan Carlos e o Mauro Roger estivessem perfeitos nas transmissões... faltou a voz inconfundível do Ernani!!!

 

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